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Mostrando postagens de junho, 2022

Como é bom brincar

 Evandro Brandão Barbosa Escrito em 14/12/2008. Está aí um tema instigante para pesquisa: como é (bom) brincar. Não há idade limite ou qualquer outra restrição quando o verbo é brincar. Há brincadeiras tão diferentes quanto a variedade de aparências físicas das pessoas. Pular corda, abecedário, jogar pinhão, fura pé, polícia e ladrão, médico, boneca, esconde-esconde, quebra-pote, pau-de-sebo, cabra-cega, xadrez, baralho, damas, pular carniça, jogar gudes, meu-e-seu, prende-e-solta, picula, guerreou, triscou-pegou, queimada, baleou, peteca, pula-macaco, o-que-é-o-que-é, roda, chicote queimado, jogo da velha, par-ou-ímpar e por aí vão muitas outras brincadeiras. Muitas amizades verdadeiras são iniciadas e construídas durante as brincadeiras. Imagino a viagem dos seus pensamentos, ao relembrar os tempos que brincar era a sua única atividade além de estudar. Por outro lado, no seu imaginário também há tantas outras brincadeiras não citadas neste texto; brincadeiras que lembram tantas...

A desconstrução da pobreza: um desafio à inteligência

 Evandro Brandão Barbosa Escrito em 25/02/2011. A história da Humanidade tem revelado que a pobreza, seja ela absoluta ou relativa, é um processo construído social, política e historicamente. Porém, individualmente, há chances de desconstruir a pobreza continuamente construída política e socialmente.  A pobreza, portanto, é o resultado da falta de estruturação das condições individuais (formação, educação continuada, orientação, disciplina para o trabalho, desenvolvimento de inteligência, capacitação e preparo para o trabalho, capacidade de transformar informações em ações práticas e objetivas, obtenção de renda acima da necessária para satisfazer necessidades básicas). Com essa grande quantidade de itens entre os parênteses consegue-se entender o quanto cada pessoa precisa estar atenta para não construir a sua própria pobreza; inicialmente essa atenção é somente dos pais, e para isso devem orientar suas crianças; num segundo momento, após a adolescência, a própria pessoa já o...

A Princesa Laura na Terceira Margem na Amazônia

Evandro Brandão Barbosa Escrito em 09/02/2009.   O Princesa Laura navega nos rios amazônicos, levando e trazendo sonhos. Do seu convés e ao som ritmado do seu motor, a beleza da floresta encanta os olhos e a mente dos seus passageiros. E se no mar as ondas e o vento são desafios, nos rios são os bancos de área, o banzeiro, o redemoinho, os troncos de árvores e a ventania. No mar eu aprendi uma primeira lição: oferecer a proa do barco às grandes ondas, porque somente assim as ondas passam e o barco continua a navegar. Aprendi também, como uma segunda lição, que o modo mais racional de conviver com os fortes ventos no mar é aprumar a embarcação para que a sua proa seja a primeira parte a receber o vento. Assim, o barco não se torna uma barreira contra o vento, evitando um naufrágio desnecessário. E ainda aprendi uma terceira lição para conviver com o mar: não devemos construir barcos que apresentem a parte não submersa com uma altura de maior dimensão que a sua largura – é uma viol...