A corrupção está atrelada à Economia e causa pobreza
A corrupção está
atrelada à Economia e causa pobreza
O movimento da
moeda altera a economia do País. Não é por acaso que o Produto Interno Bruto
(PIB) é conceituado como o valor em dinheiro do total de toda a produção de
bens e serviços de um País. Portanto, moeda em movimento transforma a economia
interna e incentiva as relações comerciais internas e externas.
O princípio de
movimentar a moeda do País, assim como emitir moeda e aumentar e diminuir
impostos, forma um conjunto de ações de política econômica em busca de
desenvolvimento social e econômico de um país. Assim, qualquer atitude
provocada pelo governo ou por empresas, ou por grupos de pessoas ou por única
pessoa que cause impedimento à realização de quaisquer dessas ações de política
econômica pode ser considerada crime contra a humanidade, no sentido lato, e
crime contra a sociedade do país em questão, em sentido particular.
A corrupção, a
apropriação indevida de dinheiro sob a responsabilidade do governo (municipal,
estadual e federal) é crime contra a humanidade; crime contra a sociedade do
país. E desse modo, a punição deveria ser máxima, conforme prescrita na Lei.
Inclusive, a Organização das Nações Unidas (ONU) já iniciou movimento para
oficializar a corrupção como crime contra a humanidade; no interior do texto da
proposta da ONU consta o seguinte: “Não
existem dúvidas de que organizações criminosas emergindo de regimes
cleptocráticos – aquele cujo único objetivo é pilhar o Estado – causam danos ao
Estado e afetam os direitos fundamentais e liberdades da população” (Obiora
Okafor e Jean Ziegler, peritos da ONU, 2017); causar dano ao Estado significa
causar dano à humanidade, partindo do princípio que o Estado é uma comunidade
global. Os termos cidadão global, globalização, sociedade planetária e rede
global, não são termos aleatórios, são termos indicativos de que o que é feito
localmente expande-se regional, nacional e globalmente.
A corrupção que
se apropria de dinheiro sob a responsabilidade do Estado, para beneficiar uma
pessoa ou um grupo de pessoas em detrimento dos direitos sociais de toda a
sociedade ou da humanidade, é crime. E, podemos ainda analisar especificamente
o caso da corrupção caracterizada pela apropriação indevida de dinheiro sob a
responsabilidade do Estado. Se o PIB é o valor em dinheiro de toda a produção
de bens e serviços de uma economia capitalista, e ainda, sabendo-se que é o
equilíbrio entre o volume de moeda existente na economia e o total da produção
de bens e serviços dessa economia, em um período considerado de tempo, que
ajuda a regular o nível de inflação da economia, então, o aumento ou a
diminuição de moeda em movimento no país poderá causar elevação do nível de
inflação.
Uma sociedade
não deve ter dúvidas sobre o cumprimento das leis para evitar a corrupção, pois
as mazelas sociais causadas por esta tendem a ser naturalizadas. Durante uma
epidemia ou uma pandemia, a sociedade vê escancarada os resultados da
naturalização e da condescendência com as ações de corrupção. Os valores
monetários não investidos em políticas sociais, em distribuição de renda,
criação de empregos, políticas de saúde, de infraestrutura e de educação, e
desviados pela corrupção, mostram o quanto a sua falta criou e cria desgraçados
permanentes, que se dependuram nas religiões na expectativa de continuar se
imaginando vivos.
Portanto,
considerando-se que as informações apresentadas nos parágrafos anteriores deste
texto são verdadeiras, por tratar-se de conceitos de variáveis macroeconômicas,
então, quando a Polícia Federal encontra a quantia de R$ 51 (cinquenta e um)
milhões de Reais guardada em um apartamento, isso significa moeda fora de
circulação, moeda que não está em movimento na economia do País. Se esse
dinheiro foi apropriado indevidamente por alguém ou por algum grupo enquanto
estava sob a responsabilidade do Estado, isso significa corrupção; é crime
contra a humanidade, crime contra a sociedade brasileira. Ao ser retirada de
circulação da economia, aqueles R$ 51 milhões causou desequilíbrio no
funcionamento da economia brasileira. Além de ter contribuído para o aumento da
inflação no país, por ter sido retirada de circulação, essa quantia de R$ 51
milhões também deixou de ser utilizada em providências de saúde, alimentação,
educação, infraestrutura viária, soluções para os períodos de cheias e de secas
de rios, construção de habitações e outras atribuições sociais exclusivas do
Estado, as quais deixaram de ser realizadas pela redução de verbas desviadas
pela corrupção.
Quando a
sociedade deixa de usufruir dos serviços que deveriam ser prestados pelo
Estado, em razão de corrupção, de apropriação indevida de dinheiro que estava
sob a responsabilidade do Estado, essa sociedade tem direito a ser ressarcida.
E somente a Justiça maior do País tem a prerrogativa de estabelecer os
critérios desse ressarcimento.
Abordar aquela
quantia de R$ 51 milhões encontrada pela Polícia Federal, em apartamento na
cidade de Salvador-BA, não é exclusivismo. Porque se for realizado o
levantamento da quantia total de dinheiro identificada pela Polícia Federal,
oriunda de corrupção, desde a realização da Operação Lavajato, aí é que haverá
estarrecimento da sociedade. Ou seja, quaisquer crimes praticados por
brasileiros contra a humanidade não devem ficar impunes, e a corrupção é um
desses crimes; assim como, a sociedade precisa ser ressarcida de alguma forma
pelas ocorrências desses crimes.
Comentários
Postar um comentário
Olá!
Muito obrigado pelo seu comentário!